domingo, 31 de março de 2019

Como Aprender Ritmos e Batida de Violão Facilmente

Quando era garoto, meus amigos e eu estávamos tocando juntos. Para eternizar o momento, um deles filmou a pequena apresentação. Tudo parecia ótimo e estávamos todos muito felizes e orgulhosos.

Acontece que, quando rodamos nosso show no VHS, todos executavam a mesma batida de violão sincronizada. Todos, menos eu. Foi muito difícil lidar com a frustração de tocar “errado”, de modo diferente dos demais. Sentia-me “estranho” e desmotivado.

Porém, com determinação, consegui encontrar qual obstáculo atrapalhava meu progresso. Em pouco tempo, superei o inconveniente e pude tocar com mais liberdade e segurança.

O que aconteceu comigo é muito comum, especialmente para quem estuda violão sozinho. E, se está ocorrendo contigo, não se preocupe! Você veio ao lugar certo. Juntos, vamos compreender os segredos do ritmo e batida de violão para te transformar num verdadeiro paladino. Vamos lá?

O que é o ritmo

Toda música possui três elementos principais, seu esqueleto. Juntos, eles garantem a beleza e a prática dessa forma de arte. São:

  • harmonia: equilíbrio e combinação entre os sons, seguindo regras de teoria musical;
  • melodia: podemos definir como a “voz” da música, aquela que cantamos ou cantarolamos;
  • ritmo: que explicaremos a seguir.

Por definição, ritmo é “a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares”. Parece grego, não é? Mas é bastante simples. Basta colocar uma música qualquer para tocar.

Vamos utilizar To be with you, da banda Mr. Big:

Nela, é possível observar que a batida de violão ora é mais forte, ora mais fraca. Podemos, até, acompanhar com palmas ou percussão esse padrão. Eis o ritmo, jovem Padawan.

Dessa forma, descobrimos não só a importância do ritmo na música como, também, um método muito simples de identifica-lo. Com ele, será muito simples transformar o ritmo em batida de violão, bastando apenas treinar.

Desenvolvendo a batida de violão

Como já sabemos mentalizar o ritmo, é hora de botar as mãos na massa. Aliás, na massa mão: no violão. Isso requer não apenas atenção como bastante comprometimento.

Praticando bastante, com exercícios e acompanhamento de músicas que goste, você desenvolverá a “memória muscular”. Ela será a grande responsável por você conseguir tocar e contar ao mesmo tempo.

Veja que simples: abafe as cordas com a mão esquerda e preocupe-se apenas com a mão direita, a que faz a batida de violão. Não se incomode em montar acordes nem nada. Nosso foco é apenas a mão direita.

Gif Batida Violão Abafando com a mão esquerda

Saiba que, mesmo existindo palhetas, não é bom depender exclusivamente delas. Toque do seu modo, mas sempre exercite mais de uma alternativa. Você poderá usar todos os dedos juntos, indicador e polegar apenas, polegar sozinho e demais dedos soltos.

Basta experimentar e encontrar o mais confortável. O importante é acostumar-se a fazer movimentos alternados, tocando as cordas de baixo para cima e, depois, de cima para baixo.

Unindo a batida de violão com o ritmo

Assim que for capaz de soar todas as cordas juntas tanto de cima para baixo quanto de baixo para cima, é hora de dar o próximo passo. Escolha uma música, memorize o ritmo e tente reproduzi-lo nas cordas.  Comece com o primeiro movimento forte de cima para baixo e experimente variações e pausas. E exercite muito!

Toque em frente ao espelho ou filme seus movimentos, compare com covers no Youtube ou mesmo vídeo-aulas. E insista até perceber que sua batida de violão corresponde ao ritmo da música.

Diferentes tipos de batida de violão

Durante os estudos, você irá reparar que existem inúmeros tipos de batida de violão. Força, velocidade e alternância entre os movimentos serão as principais diferenças.

O mais indicado a fazer é começar pelos mais simples, como rock nacional. Assim que dominar a primeira batida de violão, passe para um novo estilo. Método e exercícios sempre estarão presentes.

Quando estiver independente, bastando ouvir o ritmo para tocá-lo, você estará apto a tocar junto com outros músicos, podendo até formar sua primeira banda. Não é demais?

Além da batida de violão

Embora a batida de violão seja o modo mais utilizado para imprimir ritmo nas músicas, existem outras técnicas como, por exemplo, dedilhado e a puxada. Esta última é bastante empregada no samba e na bossa nova. Com o avanço nos estudos, você irá ter contatos com esses e muitos outros modos.

Dominar o violão levará um tempinho, e não tem problema. O importante é você persistir e buscar sempre se aperfeiçoar. Se tiver qualquer dificuldade, ou se alguma dúvida ainda existir, basta nos enviar um comentário e, mais rápido que o Flash, iremos te ajudar.

Seu comentário é muito importante para nós. E não deixe, também, de compartilhar esta aula com seus amigos. Eles poderão tanto ter as mesmas dúvidas ou, quem sabe, até te darem uma mão no treino. Ótimo, não?

Até logo, caro aluno. Bom treino de batida de violão e até logo!

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sábado, 30 de março de 2019

Diferenças Entre Tempo e Compasso na Música

Tempo e Compasso são parte dos conceitos fundamentais da música e você vai aprender aqui nesse artigo as características de cada um e a diferença entre eles.

Quando estudamos música por conta própria, alguns enganos ou desentendimentos podem acontecer. Embora seja comum, isso pode afetar nosso desenvolvimento e, até, tirar nossa credibilidade no futuro.

Um desses enganos comuns ocorre bastante quando nos referimos a tempo e compasso, unidades de medida e padronização do ritmo.

Caso não saiba o que são ou tenha dúvida se o que sabe é verdade, vamos esclarecer o tema para você.

Por isso, fique conosco até o final e desvendo esses termos tão importantes na teoria musical.

Ritmo: a origem de tempo e compasso

Como falamos em nossa aula sobre batidas de violão, ritmo é um dos três elementos fundamentais da música. Ele é parte do organismo da música.

Tendo o nome vindo do grego, ritmo significa sucessão, regularidade. Toda música, bem como todo estilo musical, possui uma sucessão de momentos. Quando falamos de estilos, estamos agrupando as várias músicas que possuem um ritmo parecido ou igual.

Só de ouvir uma valsa, automaticamente reconhecemos a qual estilo pertence, não é mesmo? E o mesmo vale para vários outros, seja rock, punk, toada, flamenco, etc. Isso é devido ao ritmo, combinado?

Porém, para conseguirmos entender o ritmo, dividimos esses momentos da música em dois conceitos: tempo e compasso.

Tempo: a unidade de medida da música

Com exceção do soco do One Punch Man, basicamente tudo no mundo pode ser medido. Líquidos com litros, distância com metros, sólidos com quilos. O ritmo, por sua vez, tem suas pulsações medidas pelos tempos.

E não podemos confundir o tempo musical com o relógio, combinado? Isso porque o tempo musical não se baseia em segundos, mas em pulsos. Eu explico:

Um relógio tem por mínima unidade de medida o segundo. E os segundos sempre se repetem com a mesma frequência. No entanto, quando falamos do tempo musical, ele pode ter as repetições mais rápidas ou mais lentas de música para música. Afinal temos ritmos mais acelerados e outros mais demorados.

A mínima unidade do tempo musical é o pulso — ou bit, em inglês. E o instrumento que utilizamos para medir seus pulsos é o metrônomo.

Tempo e compasso - Metrônomo

Quer fazer um experimento para entender perfeitamente o conceito de tempo? Basta colocar uma música para tocar. Vamos com a versão da banda Disturbed de “The Sound of Silence”.

Agora, enquanto ouve, repare que só há voz e piano, sem percussão ou bateria. Mesmo assim, se você começar a bater com o dedo na mesa com o mesmo intervalo, verá que as entradas são sempre equilibradas. Se mantiver a batida, estará sincronizada com a música, não é?

Isso acontece porque, batendo o dedo, nós encontramos o tempo da canção. E vale a pena saber que, mesmo que haja silêncio na música, ele corresponde também a um tempo. Ele durará um ou mais tempos, mas será interrompido por outro tempo.

Compasso: o tratamento dos tempos

Você já sabe o que é tempo, certo? Agora, precisa saber que os vários tempos de uma música podem ser organizados, para que façam sentido no todo. E essa organização acontece justamente nos compassos.

Trataremos aqui compassos simples, a fim de tornar mais fácil o entendimento. Tudo bem?

Compassos são o resultado do agrupamento dos tempos. Assim, dentro de um compasso, caberá um determinado número de tempos. A música fica dividida, então, nesses containers.

Continuemos com a canção que usamos para entender os tempos, certo? Quero que você, junto comigo, veja como, ao dividirmos a parte cantada de acordo ao tempo, teremos os seguintes resultados:

HEllo DARKness MY old FRIEND-ND-ND-ND-ND
I’ve COme to TALk with YOU aGAIN-N-N-N-N
beCAUse a VIsion SOFTly CREE-EE-PING-NG-NG
LEFT it’s SEED while I WAS sLEE-EE-PING-NG-NG
AND the VIsion-ON-ON – THAS was PLAN-TED IN
My-Y BRAIN-N-N sTILL reMAIN-N-N
WiTHIN the SOUND-ND-ND-ND of SIleNCE-NCE

Aqui, destaquei não apenas a sílaba de cada tempo (maiúsculas), como, também, os tempos fortes (negrito). E, se olhar com atenção, perceberá que, para cada tempo forte, há três tempos fracos. E o que isso nos conta?

Ora, você se lembra do conceito de compasso que vimos há pouco? Compassos são grupos de tempos. Nessa canção, o compasso corresponde a quatro tempos, ou quatro bits. Para cada linha aqui apontada, temos dois compassos da música. Você pode conferir com maior precisão analisando a própria partitura da música, afinal o exemplo é pura analogia.

Tipos de compasso

Uma música possui seu compasso, mas diferentes músicas possuem compassos diferentes. Os mais comuns são:

  • 4/4 ou quaternário: possui um tempo forte seguido de três fracos;
  • 3/4 ou ternário: possui um tempo forte seguido de dois fracos;
  • 2/2 ou binário: possui um tempo forte seguido de um único tempo fraco.

De todos, o que mais veremos em músicas populares será o quaternário. Em teoria, nele cabem até quatro semimínimas — a duração de uma batida nossa.

Esperamos que tenha aprendido tudo sobre tempo e compasso. Mas, caso fique ainda alguma dúvida, basta falar com a gente nos comentários. Será um prazer imenso ajudar você.

Agora, grande aluno, compartilhe esta matéria em suas redes sociais e não deixe de visitar-nos com frequência. Nossa prioridade é o seu aprendizado.

Até mais!

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terça-feira, 26 de março de 2019

O Que é Bemol e Sustenido

Você com certeza já deve ter ouvido falar em bemol e sustenido pelo menos uma vez na vida. Mesmo porque, antes da “hashtag”, o síbulo # era conhecido como “sinal de sustenido”.

Mas, agora que você iniciou seus estudos no violão, essas serão palavras frequentes. Elas tratam de uma parte importantíssima da Música, sem a qual ficaríamos presos para sempre no mundo invertido de Dó maior.

Talvez você achasse ser um mistério. Talvez acredite ser um grande desafio. Porém não se preocupe: juntos vamos desvendar toda a mágica do bemol e sustenido, os acidentes musicais.

Bemol e sustenido na História

Como já contamos em nosso guia definitivo sobre escalas, antigamente a música era diferente.  E nem precisa do olho de Agamotto para saber disso. Basta ver o violino: como é um instrumento que não tem trastes, a posição do dedo na corda faz o som variar mesmo com diferença milimétrica.

Isso acontece porque as notas são vibrações e têm frequências justas. Por isso, se o violão não tivesse trastes, haveria múltiplos sons diferentes entre uma nota e outra.

Na época, esses múltiplos foram resumidos em uma única frequência. A ela, chamamos “acidente musical” ou “semitom”.

Bemol e Sustenido: dois nomes, a mesma nota

Agora, veja só que interessante: bemol e sustenido representam os acidentes. No entanto, ainda que sejam duas palavras, elas servem para significar a exata mesma coisa. E explico:

Entre as notas e , temos um acidente. Para entender melhor, dê uma olhadinha no braço do seu violão. A nota está na terceira casa da corda Lá, mas a nota só está na quinta. O acidente musical é, justamente, a posição do meio. Um semitom.

braço do violão marcando dó, ré e os acidentes bemol e sustenido

Esse acidente não é nem Dó nem Ré, embora pareça com ambos. Mas confira por si mesmo. Basta dar uma de Han Solo e experimentar.

Um ponto importante

Enquanto você avança nos estudos, irá notar que só existem cinco acidentes. Entre Mi e não existe acidente algum, muito menos entre Si e . Confirme isso analisando a escala maior de Dó.

O porquê das palavras

Bemol e sustenido dão nome ao mesmo acidente, mas não escolhemos no “uni duni tê”. Música é coisa séria, pequeno gafanhoto.

Embora existam tablaturas, cifras e afins, partituras ainda são o mais importante deles. É por causa delas que temos bemol e sustenido. Se tivéssemos Ré e Ré bemol juntos, seria mais fácil derrotar o Kratos que escrever a transição.

Assim, dependendo da escala ou campo harmônico, utilizamos o sustenido (representado por #) ou o bemol (representado com b).

Como utilizar corretamente a nomenclatura

É bem simples: se o acidente está um semitom depois da nota — e ela não aparece naquela escala ou harmonia —, leva o #. Consequentemente, se está antes, leva o b. Por exemplo:

Se uma música tem C# como tom, a última nota do campo harmônico seria um Dó menor com quinta bemol — ou Cm(b5). Com isso, teríamos tanto Dó sustenido (C#) quanto Dó menor (Cm) para escrever. E já sabemos que não é legal fazer isso. Então, em vez de chamarmos o acidente de Dó sustenido, preferimos Ré bemol (Db).

Curiosidade à vista, marujo

Eventualmente, quando não é possível transcrever sem repetir notas, podem aparecer “monstros” como Cb (Dó bemol), B# (Si sustenido) e afins. Mas não se assuste: basta recordar que o sustenido é um semitom para a frente, e bemol, um semitom para trás. Dessa forma, Cb é B, e B# é C. Fácil, não?

Agora, depois dessa aula, você já está no caminho para tornar-se um paladino do violão. Porém se, mesmo lendo os guias que apontamos aqui, nos links, alguma dúvida ainda resiste bravamente, você só precisa falar com a gente nos comentários e, num piscar de olhos, usaremos nosso mana para esclarece-la.

Ah, e claro: assim como você, muitos de seus amigos devem estar precisando de uma força no aprendizado. Por isso, não se esqueça de compartilhar essa aula em suas redes sociais.

Grande abraço, aventureiro da música, e até a volta!

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